Congresso Mundial para Medicos Veterinários de Pequenos Animais

28, julho, 2009 Marcio Sem comentários

Muito Feliz ! Esse é o pensamento de todos os Médicos Veterinários de Pequenos Animais do Brasil. Isso porque sediamos na semana de 21 a 24 de julho de 2009 o WSAVA (Congresso Mundial para Medicos Veterinários de Pequenos Animais). Um marco sim, pois em 34 anos de congresso mundial, este é o primeiro ano que conseguimos trazê-lo para o Brasil, e com ele chegam também ao país, muitas empresas da área, com novas tecnologias para nossa profissão. Estive la por um dia e pude observar que hoje temos avanços importantes na área de diagnóstico de doenças, prevenção de doenças e o melhor de tudo, tratamento de doenças com a oportunidade de fornecer qualidade de vida aos animais de estimação.

Podemos agora contar com recursos que a medicina humana ja conta ha algum tempo. Como por exemplo: Tomografia computadorizada (ja oferecida por alguns centros de diagnóstico e Hospitais Veterinários em São Paulo), hemodiálise para animais, radiografia digital, ultrassonografia colorida e em 3D, aparelhos eletronicos e digitais para exames laboratoriais, tornando assim esses bem mais confiáveis, dentre outras inovações.

Claro que acompanhado da demosntração de todos os equipamentos, tivemos também diversas palestras, em algumas salas, com palestrantes nacionais e internacionais (estes com tradução simultânea para o português) mostrando e debatendo as novas tendências e avanços da Medicina Veterinária em Pequenos Animais.

Como sempre eu e este blog defendemos com tudo a profissão do Médico Veterinário e além de dicas e casos também usaremos este espaço aqui para valorizar a Medicina Veterinária como um todo e principalmente a nossa aqui do Brasil. Deixo aqui os meus parabéns a ANCLIVEPA Brasil e ANCLIVEPA-SP pela realização deste belo e vitorioso evento !!!

Reportagem Jovem Pan Online

Campanha de Conscientização

17, julho, 2009 Marcio Sem comentários

O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) mantém uma campanha de informação a sociedade, veiculada na TV Minuto do Metrô de São Paulo. Porém isso vale não só para a cidade de São Paulo, mas também para o estado todo, alias, para o Brasil todo. Basta você que esta em outros estados entrar em contato com o conselho regional do seu estado:

São Paulo

Minas Gerais

Rio  Grande do Sul

Rio de Janeiro

Paraná

Santa Catarina

Goias

Bahia

Ceará

Mato Grosso do Sul

Mato Grosso

Pará

Paraíba

Pernambuco

Rio Grande do Norte

Espirito Santo

Rondônia

Sergipe

Distrito Federal

Maranhão

Piauí

Amazonas

Tocantins

Alagoas – (82) 3221-2086

Acre – (68) 3224-5570

Amapá – (96) 3225-1861

Roraima – (95) 3224-5103

A campanha basicamente informa que todos os estabelecimentos que trabalham com animais precisam estar registrados nos devidos conselhor regionais, pois só assim há a garantia de que o local e supervisionado por um Médico Veterinário competente e responsável, dando assim maior segurança para os animais e a população, tendo em vista as zoonoses. Segue abaixo os videos circulados no Metrô de São Paulo:

Preste sempre atenção !! Fique atento !! O animalzinho é seu, é da sua família, é responsabilidade sua ! Cuide !

Manutenção

7, julho, 2009 Marcio Sem comentários

Pessoal,

Estou migrando o blog para o WordPress, e ainda não tenho o novo template, mas em breve o blog estará repleto de novidades ! Deixo aqui uma foto de um procedimento cirurgico !

Obrigado !!

Cirurgia

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Matéria muito importante sobre dor nos animais.

4, julho, 2009 Marcio 1 comentário

Saiba identificar se o seu animal de estimação está sentindo dor

Claudia Silveira Do G1, em São Paulo

Animais de estimação costumam ser comparados a crianças recém-nascidas quando o assunto é expressar a dor, pois os dois a sentem, mas não conseguem comunicar efetivamente o que está acontecendo. No caso das crianças, elas abrem o berreiro. Já nos cães e gatos, os sinais vêm por meio das mudanças de comportamento.
A semelhança e diferença entre animais e crianças foi abordado pela veterinária Karina Yazbek, na 4º edição do Congresso Interdisciplinar de Dor da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ela, a lista de sintomas que dão pistas de que o animal de estimação está sofrendo é extensa. “O animal pode ficar apático ou agressivo, dependendo do temperamento dele”, diz.
Segundo a veterinária Elizabeth Estevão, da Faculdade de Ciências de Saúde de São Paulo (Facis), o animal também pode deixar de comer, diminuir a interação com os membros da família, ter mobilidade reduzida e até ficar carente demais.
Além dos sintomas acima, os gatos tendem a buscar isolamento e também costumam reduzir os hábitos de higiene, como se lamber. “Por isso, a aparência suja pode ser sinal de que ele não está bem”, diz Karina, que é certificada pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED).

Causas

Se há dor, é porque algo não está bem. Segundo Karina, as principais doenças que causam dor nos pets são câncer e osteoartrose, mal que provoca a degeneração das articulações. “Essas doenças estão muito ligadas à maior expectativa de vida que os animais domésticos têm hoje em dia”, completa Karina.
A veterinária Elizabeth cita ainda inflamação nos rins, no fígado e até no baço como males que podem causar dor. “Às vezes, alisando o animal, ele pode se contrair ao passar a mão por cima do local onde está doendo”, exemplifica.
Quando sente dor de ouvido, por exemplo, é comum o animal passar a pata nas orelhas, diz Elizabeth. Se a dor é provocada por um espinho na pata, o cão ou gato ficará lambendo o local insistentemente.
Já se o dono der de cara com o animal esfregando a cabeça na parede, é porque ela está doendo. De acordo com Elizabeth, o glaucoma costuma dar muita dor no bicho. “Mas as causas das dores na cabeça ou em qualquer órgão do animal podem ser múltiplas”, acrescenta.
Mas os donos devem ficar atentos a outros sintomas e não só se preocuparem com o comportamento do animal. A dona de casa Letícia Sallorenzo percebeu que algo não ia bem com o vira-lata Zé quando viu sangue nas fezes dele. Um exame mais detalhado em uma clínica veterinária constatou que ele tinha um problema na próstata.
Quando se recuperava de uma cirurgia, um exame levantou suspeita sobre outro órgão: o baço. Mais uma vez Zé foi para a faca. Em nenhum dos casos, conta Letícia, Zé deu sinais de que estava sentindo dor.

“Os sinais variam de animal para animal”, diz a veterinária Elizabeth. Por instinto de sobrevivência, o cão ou o gato pode também tentar camuflar a dor, para não demonstrar fraqueza.

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A importância de identificar seu amiguinho com microchip.

24, junho, 2009 Marcio Sem comentários

Cão sumido reaparece a 885 km de distância
Cadela desapareceu na Cornualha e apareceu 4 meses depois na Escócia.

Da BBC

Graças a um chip de identificação, uma cadela collie foi localizada na Escócia, a mais de 885 quilômetros de sua casa, quatro meses depois de ter desaparecido na Cornualha, no sudoeste britânico. Os donos de Lucy, de 17 anos, não acreditaram ao saber por um telefonema do Edinburgh Dog and Cat Home, da Escócia, que a cadela havia sido encontrada na cidade escocesa de Haddington.

Sonya e William McKerron perderam o cão no dia seis de fevereiro. Segundo a dona, em “questão de minutos” ela desapareceu. O casal procurou por toda a cidade, no sudoeste da Grã-Bretanha, entrou em contato com a autoridades e centros de salvamento de animais, mas não encontrou vestígios de Lucy.

“Eu estava na casa e fui ao banheiro. Quando sai, ela tinha desaparecido da entrada da casa”, contou Sonya McKerron. Onde a cadela passou os últimos quatro meses e, principalmente, como ela fez a viagem, ninguém sabe. Um representante do EDCH afirmou que ao descobrir, graças a um microchip implantado em Lucy, que ela estava registrada na Cornualha, imaginou que os donos tivessem se mudado e se esquecido de atualizar o cadastro.

“Tenho certeza de que Lucy foi levada por alguém que ou pensava que ela estava genuinamente perdida e que estaria fazendo um favor ou que sabia que não tê-la levado”, disse o porta-voz.

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UTILIDADE PÚBLICA – ADOÇÃO

6, junho, 2009 Marcio Sem comentários

Reportagem Veja São Paulo (10 de junho de 2009)

Quer nos adotar?

Calcula-se que existam cerca de 2,1 milhões de cães e 450 000 gatos domésticos na cidade. As estimativas de quantos vivem soltos nas ruas, no entanto, são desencontradas ? variam de 20 000 a 1,5 milhão. Abandonados, eles ficam sem comer, são atropelados e sofrem maus-tratos. Por contraírem doenças com facilidade, representam um risco à saúde pública. Com a ajuda de especialistas, selecionamos doze organizações que recolhem animais da rua, cuidam de sua saúde e os colocam para adoção, sempre depois de castrá-los, tratá-los contra vermes e vaciná-los. O difícil é resistir ao olhar pidão desses bichinhos

Por Giovana Romani| 10.06.2009

VIRA-LATA É DEZ

Nos 100 000 metros quadrados deste abrigo, a 72 quilômetros da capital, vivem 300 cachorros e gatos (visitas podem ser marcadas através do portal da ONG). Outros 430 bichos ficam em sítios ou lares temporários. Fundadora da associação Vira-Lata é Dez, a corretora imobiliária Ana Tancredi gasta 42 000 reais por mês em ração, castrações e salário de funcionários. “Metade desse valor vem da ajuda de associados”, diz ela. O restante sai do bolso dos cinco voluntários da ONG. Para arrecadar fundos, há festas beneficentes com petiscos vegetarianos. Os três berçários contam atualmente com 28 filhotes de cachorro, que crescem gordinhos à base de leite com amido de milho. “São os que têm mais chance de adoção”, conta Ana. “Quanto mais velho, mais difícil.”

Clique Aqui -  Taxa de adoção: 30 reais.

ADOTE UM GATINHO

Apaixonadas por gatos desde a infância, as amigas Juliana Bussab e Susan Yamamoto criaram em 2003 a ONG Adote um Gatinho. Em pouco tempo, ela virou referência. Tudo por causa do cuidado com os mínimos detalhes, da captura do animal à avaliação do adotante. Juliana, jornalista, e Susan, que trabalha na área de marketing de uma rádio, em nada lembram o estereótipo das senhoras colecionadoras e protetoras de felinos, conhecidas como gateiras. “Sabemos os nossos limites”, diz Juliana, dona de onze bichanos. Atualmente, 110 gatos vivem em um abrigo na Barra Funda e em lares temporários enquanto aguardam um dono. Mas não é fácil passar pelo crivo das duas. “De cada dez formulários de interessados, descartamos seis”, afirma Susan. O processo de adoção – feito exclusivamente pela internet – pode levar até três semanas e as moças fazem questão de entregar o gato pessoalmente para conferir seu novo endereço.

Clique Aqui – Não cobra taxa de adoção.

QUINTAL DE SÃO FRANCISCO

Fundada em 1957, a ONG Quintal de São Francisco, uma das mais conhecidas associações de proteção animal de São Paulo, anunciou o fechamento de seu abrigo. Até março de 2010, sua presidente, Angela Caruso, fará uma campanha em busca de novas casas para os cães e gatos acolhidos em Parelheiros. “Num universo de 11 milhões de paulistanos, preciso de apenas 250 pessoas dispostas a adotar um animal”, afirma. A ONG passa por dificuldades financeiras e custa a arrecadar os 20 000 mensais de que precisa para se manter. “Não posso chegar ao ponto de deixar os bichos sem comida ou medicamentos”, diz Angela.

Avenida Lins de Vasconcelos, 1667, Aclimação, 2062-8263. Clique Aqui – Não cobra taxa de adoção.

PROJETO CEL

É em uma casa muito simples no Jardim Maringá, na Zona Leste, que funciona a sede do Projeto Cel – Casa Esperança e Liberdade para Animais Carentes. Cerca de 100 bichos ficam em cercados diminutos espalhados por todos os cômodos. Há até um centro cirúrgico improvisado, onde são realizadas cirurgias emergenciais e de esterilização. Um dos maiores orgulhos de Eliete Brognoli, que fundou a ONG em 2003, é ter como madrinha a apresentadora de TV Luisa Mell. “É um trabalho sério feito por gente que dá a vida por isso”, diz Luisa. Há dez anos, ela adotou Dino, uma cadela vira-lata. Foi seu primeiro contato com o mundo animal. Depois, resgatou bichinhos em situações terríveis e chorou rios de lágrimas no extinto programa Late Show, da Rede TV!. O Projeto Cel realiza feiras semanais no Pet Center Marginal e doa entre cinquenta e setenta animais por mês.

Sábados e domingos, das 14h às 21h. Avenida Presidente Castelo Branco, 1795, Pari, 2852-8403. Clique Aqui – Taxa de adoção: 50 reais.

LOUCOS POR BICHOS

Lucky veio ao mundo em 14 de janeiro. Sua mãe havia sido espancada e foi encontrada dentro de uma caçamba de entulho prestes a dar à luz quatro gatinhos. Resgatada pela aposentada Francisca Carvalho, presidente da ONG Loucos por Bichos, Lucky foi a única sobrevivente. Nasceu com as duas patas dianteiras quebradas. “Será operada assim que ganhar mais peso”, explica Francisca. Mas ela já tem uma família e vai morar na Suécia quando se recuperar. A Loucos por Bichos coordena a feira de adoção da pet shop Cobasi Radial Leste. Por se tratar de um espaço reduzido, ali só são aceitos bichos de pequeno porte. Aos 11 anos, Raquel Bertasi é a voluntária mais jovem do projeto. Foi ela quem batizou Lucky (sortuda, em inglês). “Amo cuidar dos bichinhos”, diz. “Só não venho quando tenho prova na segunda-feira.” Desde outubro do ano passado, 243 doações foram realizadas na feira.

Sábados e domingos, das 11h às 18h. Avenida Alcântara Machado, 4360, Belém. Informações, 9653-3193. Clique Aqui – Taxa de adoção: 60 reais.

CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES

Há pouco mais de um ano entrou em vigor a lei estadual que proíbe o sacrifício de cães e gatos sadios em canis públicos. Desde então, para evitar sua superlotação, o Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ) diminuiu em 50% o recolhimento de cachorros abandonados nas ruas da cidade. Com o objetivo de incentivar a adoção, educar os donos para a posse responsável e elevar a qualidade de vida dos cerca de 400 cães e gatos que vivem no abrigo público, o CCZ criou há um mês o Programa de Proteção e Bem-Estar de Cães e Gatos de São Paulo. “Estamos nos adaptando a essa realidade”, afirma a veterinária Rita de Cássia Garcia, coordenadora do programa. Todos os animais saem de lá com um microchip de identificação.

Rua Santa Eulália, 86, Santana, 3397-8900. Clique Aqui – Taxa de adoção: 14,60 reais.

UNIÃO INTERNACIONAL PROTETORA DOS ANIMAIS

Os dados da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) são preocupantes: entre 2006 e 2008, o número de adoções realizadas por ano caiu de 1 200 para 600. Vanice Teixeira Orlandi, presidente da associação, atribui a queda à crise financeira e ao crescimento dos pontos de adoção. “Outro fator é a seleção rigorosa que fazemos para entregar um bicho”, diz. “Chegamos a desencorajar o candidato para saber suas reais intenções.” Fundada em 1895, a associação abriga 1 500 cães e gatos, distribuídos por 35 canis e um gatil numa área de 9 000 metros quadrados. Diariamente, os bombeiros e a polícia levam animais atropelados ou vítimas de maus-tratos para lá. “Investimos na recuperação do bicho, não importa o estado em que chegue aqui”, afirma Vanice. Porém, os gastos da entidade giram em torno de 80 000 reais por mês. O dinheiro vem da contribuição de 2 000 associados, de doações e das consultas realizadas na clínica veterinária que funciona no local.

Avenida Presidente Castelo Branco, 3200, Canindé, 3228-1462. De segunda a sábado, das 9h às 17h. Clique Aqui – Taxa de adoção: 50 reais.

BICHO NO PARQUE

Mais que a adoção, o foco do projeto Bicho no Parque é a defesa do “gato feral”. Nunca ouviu essa expressão? Trata-se do gato não socializado, arredio ao contato humano e que vive em espaços públicos. “Seria antinatural tirá-lo de seu ambiente”, explica a arquiteta Andrea Podolski, idealizadora e coordenadora do projeto. Os bichanos moradores de parques da cidade são castrados, microchipados e, posteriormente, monitorados por voluntários. Aqueles dóceis e aptos à vida doméstica são encaminhados para adoção. Atualmente, há quarenta felinos disponíveis. “Os adultos, os pretos e os rajados sofrem muito preconceito”, diz a coordenadora. Conscientizar os donos quanto aos cuidados necessários com o bichinho de estimação também está entre as prioridades da equipe. “Em alguns anos, uma gata não castrada pode gerar milhares de descendentes”, calcula Andrea.

Clique Aqui – Taxa de adoção: 3 quilos de ração premium.

SOLIDARIEDADE À VIDA ANIMAL

Há seis anos, a empresária Arlete Martinez criou o projeto Solidariedade à Vida Animal (Sava), que reúne protetores independentes. Além de resgatar cães e gatos sadios, a ONG dá grande atenção aos portadores de deficiência física. “Muitos foram atropelados ou sofreram maus-tratos”, conta Arlete. “Por isso, ficaram com sequelas graves.” O gatinho da foto ao lado, por exemplo, foi encontrado na rua, com paralisia nas duas patas traseiras. Na primeira feira só de bichos deficientes, realizada no mês passado, quatro deles ganharam uma no–va família.

Feira de Adoção de Animais Especiais. Dia 27 (sábado), das 12h às 16h. Avenida Presidente Tancredo Neves, 580, Ipiranga. Informações, 9987-4188. Clique Aqui – Taxa de adoção: 2 quilos de ração.

ADOTE UM AMIGUINHO

A veterinária Maria Estrela Felício, portuguesa radicada em São Paulo, é dona de uma pet shop no Real Parque. Seu plantel, predominantemente de cães de raça, convive numa boa com os vinte vira-latas, entre adultos e filhotes, que ficam nos quatro canis construídos nos fundos da loja. Também há um gatil, com quase cinquenta gatos. Na loja, nada de venda de filhotes. “Respeito quem compra, mas as pessoas deveriam pensar mais na adoção”, diz a veterinária. Todos os dias, os cães sem dono são levados para passear. Como a propaganda é mesmo a alma do negócio, alguns deles saem vestidos com roupinhas em que se lê o bordado “Me adote”. A veterinária calcula ter efetuado 1 700 doações nos últimos cinco anos. Moradora do bairro, a assessora de marketing Marot Gandolfi adotou a vira-lata Lollypop Tereza (o segundo nome é uma homenagem à mãe da dona) bem no início do projeto. “Cachorro não precisa ter grife”, acredita.

Rua Luís Gonzaga de Azevedo Neto, 173, Real Parque, 3755-1037. Clique Aqui – Taxa de adoção: 30 reais.

ANJOS DOS BICHOS

Montada no estacionamento de um supermercado da Alameda Madeira, em Alphaville, a feira de adoção dos Anjos dos Bichos atrai curiosos durante todo o sábado. No dia 9 de maio, o comerciante Edimilson dos Santos passou ali por acaso. Acabou encontrando Lost (perdido, em inglês), vira-lata de grande porte e bom cão de guarda. Responsável por cuidar do bicho até então, a psicóloga Tera Leopoldi tentava segurar as lágrimas. “Espero que ele vá para um bom lugar”, disse. Pelo menos sete doações como essa ocorrem durante o evento. A organizadora Renata Buono conta com a participação de quinze anjos, como são chamados os voluntários, a exemplo de Tera.

Sábados, das 10h às 17h. Alameda Madeira, 363, Alphaville, 9198-4598. Clique Aqui – Taxa de adoção: 20 reais.

UNIÃO SRD

No mês passado, a tradutora paulistana Roberta Bronzatto recebeu um daqueles e-mails de partir o coração dos amigos de animais. Dois filhotes vira-latas haviam sido largados na Ceagesp e precisavam de um lar temporário. “Ofereci minha casa na hora”, lembra Roberta. É a primeira vez que ela hospeda cãezinhos nesse esquema. O e-mail de apelo fora disparado pelas voluntárias da União SRD, grupo coordenado pela administradora Ruth Madeu e mantido com doações. Como não tem abrigo, Ruth bolou um certo Programa Bolsa Cão de residências provisórias. “A pessoa acolhe um cachorro nosso por um tempo e cobrimos todas as despesas até a adoção”, explica. O anfitrião recebe ainda uma ajuda de custo de 70 reais mensais. Roberta abriu mão do dinheiro, mas teme não conseguir se desfazer dos peludinhos. A União tem 55 cães e sete gatos sem raça definida (SRD, na linguagem veterinária) à espera de uma casa não provisória.

Clique Aqui – Taxa de adoção: 3 quilos de ração.

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“O MITO LEISHMANIOSE”

17, março, 2009 Marcio Sem comentários

A regra é clara: de acordo com o Ministério da Saúde, desde 1963, cães que apresentem exames soropositivos para leishmaniose visceral canina devem ser sacrificados. Mas nem todos veterinários vêem a eutanásia como melhor saída para o controle da zoonose e para evitar contaminação de humanos.

A polêmica fica ainda mais forte por conta de a leishmaniose ser uma doença que existe em outros locais do mundo, como Europa e Estados Unidos, e o Brasil ser o único país em que o sacrifício dos animais é obrigatório. Para ser transmitida de um cão para outro ou para humanos, é preciso que o animal infectado seja picado pelo mosquito-palha, transmissor da doença.

Presente no país há mais de 80 anos, a leishmaniose chegou ao Estado de São Paulo somente em 98, na região de Araçatuba. Sem cura, a doença avança seguindo as malhas rodoviária e ferroviária do Estado. Por enquanto, não existem casos de cães infectados na capital, mas já há animais que contraíram o parasita em outros locais e vivem em São Paulo.

Em Cotia e Embu, vizinhas da capital, a leishmaniose canina já é endêmica. Segundo dados aproximados das vigilâncias em saúde e zoonoses de cada município, foram encontrados por volta de 30 casos em Embu e 26 em Cotia. Em ambas, ainda não há registros de contaminação humana, mas os donos de animais infectados são notificados sobre a recomendação da eutanásia. O cão é o hospedeiro, ou seja, ao picar um animal contaminado, o mosquito se contamina e passa a doença para o homem ou para outro cão. Tratar os animais é possível, mas a droga mais eficaz é usada em humanos e proibida para utilização em cães.

Diagnóstico preciso

Entre as questões que ficam antes de se decidir pela eutanásia está a precisão do diagnóstico. Os métodos usados pela rede pública e pelos centros de controle de zoonoses de cada cidade são testes feitos a partir de amostras de sangue e que indicam a presença de anticorpos para a leishmânia. Existem testes que diferenciam o animal vacinado ou que tem outras doenças do infectado. Em vez da identificação do anticorpo, eles encontram o parasita em material que pode ser retirado da medula óssea do cão.

Mosquito vilão

Mesmo com visões diferentes sobre o destino dos animais, os veterinários concordam que é preciso fazer mais do que apenas sacrificar o cão. A ação deveria ser conjunta com a educação da população sobre as formas de prevenção e com o combate ao mosquito-palha, que carrega o parasita e infecta animais e humanos. Prevenção ainda é o melhor caminho para não cair no dilema do que fazer se o pet contrair a doença. Mesmo nos locais onde não há nem endemia nem o mosquito, manter as áreas externas limpas, sem matéria orgânica, e os canis telados são úteis para que os insetos fiquem à distância.
Combinar o uso da coleira e, quando possível, a vacina, é o conselho dos veterinários. Deve ser seguido especialmente por pessoas que vivem nas proximidades ou em áreas endêmicas e ganha um alerta a mais com a chegada das férias.
Além dos que saem da cidade e vão para sítios, chácaras e fazendas em cidades onde pode haver risco de contaminação, quem deixa o pet em hotéis deve redobrar a atenção. Com tantos cães juntos, fica impossível saber a origem de cada um e ninguém vai querer um parasita como lembrança da viagem.

Saiba mais

O que é

A leishmaniose visceral canina (LVC) é uma doença crônica que ataca cães, raposas e outros canídeos silvestres. É uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem. Pode ser fatal se não for tratada.

Como é transmitida

O mosquito-palha pica um animal infectado. Ao picar outro animal ou pessoa sã, o mosquito transmite o parasita.

Sintomas

Feridas na pele difíceis de cicatrizar, no focinho e nas pontas das orelhas, crescimento das unhas, emagrecimento, fadiga, prostração, febre e anemia. Em casos avançados, pode comprometer os rins.

Diagnóstico

Pelo exame de sangue, mesmo que o resultado seja positivo, existe chance de o animal não estar infectado. Outro teste, que utiliza material retirado da medula óssea, identifica a presença do protozoário.

Tratamento

- A doença não tem cura. Decreto federal indica que animais infectados devem ser sacrificados. Alguns veterinários questionam a eficácia da medida.
- O tratamento, igual para cães e humanos, é à base de medicamentos. Demorado, exige acompanhamento e exames.
- O Ministério da Saúde não permite o tratamento canino e o Conselho Regional de Veterinária não recomenda a prática.

Prevenção

- Vacina para cães que moram ou freqüentam áreas endêmicas, a partir de quatro meses, com exames negativos. A primeira aplicação é de três doses, a cada 21 dias. Deve ser repetida anualmente.
- Coleiras antiparasitárias e repelentes de insetos em cães a partir dos três meses.
- Mantenha jardins e quintais limpos para evitar a reprodução do mosquito.
- Proteja canis com telas de trama fina para evitar a entrada do mosquito.
- Evite deixar o cão exposto ao ar livre entre 18h e 23h, quando há mais insetos.
- Cuidado ao comprar filhotes originários de áreas endêmicas.

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PRESTE MUITA ATENÇÃO ONDE ESTA FREQUENTANDO !!!!!

16, fevereiro, 2009 Marcio 6 comentários

Clínica veterinária não possuía alvará
Evandro De Marco
Do Diário do Grande ABC

A clínica veterinária desativada que ainda abriga animais no Parque das Nações, em Santo André, não tinha autorização para funcionar. Em 31 de janeiro, o Diário publicou a reclamação de vizinhos do estabelecimento de que o dono da clínica havia se mudado e deixado cerca de nove cães e gatos trancados no local.

O Departamento de Controle Urbano da Prefeitura de Santo André, informou que a clínica não possui alvará de funcionamento. No CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária) não há registro da clínica. O CRMV apontou que o dono do local não é veterinário e o estabelecimento só poderia funcionar como pet shop, função à qual o dono estava habilitado para desempenhar desde janeiro de 2006 junto ao conselho.

O CRMV informou que há o registro da clínica em outro endereço e não soube informar se o proprietário mantinha um veterinário responsável no novo local de trabalho.

A reportagem entrou em contato com o dono do estabelecimento desativado – que não informa nome na placa de entrada -, mas ele não quis se pronunciar. Por telefone, sua advogada também não esclareceu detalhes sobre o caso.

A Vigilância Sanitária informou que técnicos foram ao imóvel com representantes da Uipa (União Internacional Protetora dos Animais) e que consideraram que os bichos estavam em boas condições.

Para as entidades, o proprietário informou que enviará alguns dos animais a uma chácara. Vizinhos disseram que ele tem comparecido ao local para alimentá-los. Segundo a administração municipal, somente mediante autorização judicial seria possível entrar na casa.

ATAQUE – Em Ribeirão Pires, um menino de 9 anos foi atacado por um cão da raça fila, na Estrada da Varginha, no bairro Ouro Fino, na noite de terça-feira.

O animal estava passeando com um adolescente, se soltou e foi ao encontro do garoto.

O menino foi levado ao pronto-socorro e liberado. Ele ainda passará por exame de corpo-delito. O proprietário do cão, que teria se negado a prestar socorro, foi indiciado por lesão corporal culposa e omissão na guarda e condução do animal.

Animais estão trancados em clínica
Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

Pelo menos nove cachorros e quatro gatos estão trancados há cerca de 15 dias em uma clínica veterinária desativada no Parque das Nações, em Santo André.

Moradores contam que o dono do estabelecimento se mudou e deixou para trás os bichos, alguns de raça como collie, yorkshire e persa.

Comida e água entram de forma esparsa na residência, pois o veterinário aparece poucas vezes na semana para deixar um punhado de ração, contam os vizinhos. O Diário esteve na casa abandonada ontem à tarde e as vasilhas de comida e água dos animais estavam vazias.

Cinco dos cães estão trancados em um canil do lado de fora da casa, um deles em uma baia, isolado dos demais. Outro permanecia num canil improvisado em um das entradas da casa e o restante, dentro da antiga clínica.

Como agravante, os gatos, adultos e filhotes, além de trancafiados, estavam presos em pequenas gaiolas de não mais que 30 centímetros por 20 centímetros no canto de um dos cômodos.

Os vizinhos desconfiam de que o dono da clínica exerça falsamente a função de médico veterinário. “Uma vez levei meu gato para ele tratar de um ferimento no rabo e ele disse que não podia cuidar porque não era veterinário”, conta Maria Ramirez, vizinhas da clínica.

O homem era conhecido na vizinhança apenas como Durbal. O telefone afixado na porta da clínica, que não tem nome, não existe. Até a noite de ontem, Defesa Civil, Centro de Zoonoses e Vigilância Sanitária, que haviam sido notificadas sobre a situação de abandono pelos vizinhos e pela reportagem, não tomou nenhuma providência.